SETOR DE ARTIGOS DE IRMÃOS

m

 

Título do Artigo -  A PALAVRA DE PASSE  

 

Autor : CLODOALDO BARBOSA DA SILVA E-mail : clodoaldobs@uol.com.br  
  Loja do Autor :ARLS "FERRAZ DE VASCONCELOS" 2516 U.F. SP  
  Outros dados :   GOSP - GOB                                                                                                  Retorna ao Índice  

 ______________________________________________________________                    

 
  Atenção : Comentários sobre o artigo , dirija-se ao autor através seu  e-mail . 
                Se quiser, com cópia para o WebMaster
______________________________________________________________
 
 

           A PALAVRA DE PASSE

                                                                                            

             A Palavra de Passe do Grau de Companheiro foi retirada das Sagradas Escrituras, mais propriamente do Velho Testamento, Livro dos Juízes – Cap. 12, 1-7.

            A História Bíblica relata o confronto entre Jefté, general de Gileade contra o exército de Efraim.
O motivo desta desavença teria surgido do fato de não serem convidados os Efraimitas,
de participarem do conflito contra os filhos de Amon, lembrando que os vencedores, nesta época, costumavam levar os ricos despojos de guerra dos vencidos.

            Jefté, vitorioso no combate resolveu para garantir a total derrota dos Efraimitas, guardar
as passagens do rio Jordão, por onde tentariam os fugitivos retornarem a suas terras.            A semelhança entre os povos daquela região dificultava esta vigilância, foi então que, Jefté
utilizando-se da variação lingüística, armou um meio de acabar de uma vez por todas com o exército
de Efraim. Assim sendo, todos que por ali passavam eram imediatamente indagados a repetirem
uma palavra.

            A palavra escolhida foi SCHIBOLET, pois os Efraimitas pronunciavam a consoante S,
num som mais sibilado, saindo então
SIBOLET, dessa feita, os Efraimitas prejudicados por sua
diferença de pronúncia, ao repetirem a palavra, eram então rapidamente identificados e degolados.

            O significado da palavra assim como sua grafia possui variações conforme as fontes
pesquisadas, encontrando-se na escrita os termos SHIBBOLETH, SCHIBBOLET, XIBOLETE e
na tradução, Espiga, Verde, Proceder, conforme  outras interpretações, o significado passa a
ser A Senda ou O Caminho. De acordo com Jorge Adoum,
“Um caminho, do qual não pode e
nem deve afastar-se, porque é o Caminho do Serviço e da Superação”.

            O pesquisador maçom, Rizzardo da Camino, fundamenta suas teorias também na
relação da Palavra com a Espiga de Trigo, fazendo ainda uma correlação com “Corrente de
Água”. Onde o Trigo representa desde a fecundidade até seu crescimento, onde o Aprendiz
vence e se transforma em Companheiro, quando se encontra e estabelece no plano elevado,
para amadurecer e, por sua vez, frutificar. Já a “Corrente de Água”, seu simbolismo está
relacionado em ser a água um dos principais elementos da Natureza, indispensável à Vida.

            Uma análise mais profunda e bem fundamentada, feita pelo Irm. Assis Carvalho
confirma a hipótese da tradução para
Espiga, contudo afirma que a palavra possui duplo
significado, acrescentando também
Rio, dessa forma a reprodução do painel alegórico, onde
se vê uma espiga de cereal e logo após um rio seria a confirmação dessa duplicidade de
sentido.

            A combinação de duas idéias numa só palavra era somente para ser compreendida
com maior facilidade, a quem dela fosse indagado.

O historiador Maçom José Castellani contesta essa teoria e afirma não “haver
nenhuma relação entre a espiga de trigo e a queda d’água (ou rio), no Painel Alegórico.
O pé de trigo, com suas espigas é símbolo do trabalho. Porque o grau de Companheiro
é dedicado ao Trabalho,
enquanto a queda d´água representa a Fonte da Vida, citada em
diversas passagens bíblicas, tanto no Velho Testamento, como no Novo".

            Por fim, utilizo novamente a interpretação do Irmão Camino, onde afirma que a Palavra
de Passe tem em sua essência o significado de
a trajetória encetada pelo Aprendiz em busca
do mestrado
, alcançado apenas com dedicação, labor e perseverança.

  

      Bibliografia utilizada:

 ADOUM, Jorge – GRAU DO COMPANHEIRO E SEUS MISTÉRIOS –
 Esta é a Maçonaria.
Ed. PENSAMENTO, 15.ª Edição, São Paulo, 1998.

 CAMINO, Rizzardo da – SIMBOLISMO DO SEGUNDO GRAU –
 Companheiro
. Ed. MADRAS – São Paulo, 1998.

 CARVALHO, Assis – CADERNO DE ESTUDOS MAÇÔNICOS –
 Companheiro Maçom.
Ed. Maçônica “A TROLHA” Ltda, 2ª Edição, Paraná, 1996.

 FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de – DICIONÁRIO DE MAÇONARIA.
 Ed. PENSAMENTO, 14.ª Edição, São Paulo, 1998.

 Colaboração de José Castellani na análise e crítica dessa pesquisa.

 

 
  Observações . :  

______________________________________________________________

 
 

E-mail ao WebMaster de Lojas Maçônicas - São Paulo - SP