1 Os Templários
2 Os Hospitalários
3 Os Teutônicos
4 Os Lugares Sagrados 1
PRÓLOGO
"As Ordens de Cavalaria"
A idéia básica desta peça de arquitetura, é fazer uma rápida
análise das Ordens de Cavalaria que marcaram a Idade Medieval. Este
trabalho não pretende de forma alguma esgotar o assunto; é apenas
uma rápida visão das Ordens dos Templários, Hospitalários e
Teutônicos.
Todo o material para a construção desta Obra foi traduzido e
adaptado a partir do Site de James Seidel (12 Nov. 94):
http://www.eleves.ens.fr:8080/home/granboul/Vampire/rules/ck-book3.html
Capítulo 1 - Os Templários
Nome Completo: Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão.
Os Cavaleiros Templários são os membros da mais
antiga e poderosa das três Ordens Militantes que serão abordadas
neste trabalho (Templários, Hospitalários e Teutônicos).
Sua sede localizava-se próxima ao Templo de Salomão, motivo pelo
qual foram chamados Templários.
Em 1.118 AD a Ordem tinha sido sancionada oficialmente pela Igreja
católica romana e tinha muitos membros e havia enriquecido.
Eles eram uma Ordem bem organizada, com muitos
contatos externos, inclusive entre os sarracenos e o poderoso grupo
conhecido como "Os Assassinos de Hashshashin".
Os Templários lutaram corajosamente pelo
Cristianismo durante a 2ª Cruzada, mas depois que Jerusalém foi
recapturada pelos Turcos, retiraram-se para Chipre.
Uma vez removidos da Terra Santa, os Templários
tiveram o propósito de sua existência junto ao Clero e a nobreza,
estremecidos, o que possibilitou a vergonhosa cobiça de suas riquezas
pelo Rei da França, Felipe IV "O Belo" e seu assecla o Papa
Clemente.
Entre as invenções dos Templários, podemos citar a principal que
foi a idéia original da criação dos bancos, com seus cheques e
outros métodos de crédito projetados para ajudar as finanças e suas
atividades na Terra Santa.
Os Templários não foram a primeira Ordem Militar a encontrar o que o
autor do texto chama de "os vampiros" e que eu expressaria
como o "lado negro da força", mas, foram eles certamente,
os primeiros a combater estes "vampiros" sob uma base
organizada.
A perseguição inumana aos Templários e o
aparente sucesso destes vampiros, incitou o que o autor denomina como
"as crianças de Cain", a organizarem-se e conspirarem para
dissolver a Ordem.
Conforme citado acima, o Rei Felipe IV (um fantoche destes vampiros)
torturou e matou muitos Templários, além de confiscar suas
propriedades, com a anuência de um Papa dominado e subserviente Mas,
segundo o autor, os Templários foram apenas fragmentados e sobrevivem
em Sociedades Secretas, amplamente dispersas e com Lojas em todo o
mundo.
Os Templários são (o autor refere-se a eles no presente) pessoas
intelectuais e empresariais com alto nível aquisitivo.
O equipamento (atualmente apenas ritualístico) de combate é igual
aos tradicionais cavaleiros porém, não é admitido o uso de nenhuma
marca, broche, símbolo ou emblema de identificação. Suas batas
monásticas e cerimoniais são distintivas, com uma cruz alargada
vermelha (a Cruz Patté ou de Malta) fixada sobre um fundo branco.
Sua bandeira de é um céu preto em um campo branco ou a tão
conhecida bandeira quadriculada (usada para designar os vencedores em
competições).
Os Templários foram uma força fragmentada por mais de 600 anos e
sobreviveram como uma organização secreta.
A sede da Ordem reavivada está na Escócia, em um castelo e catedral
misteriosos, conhecidos como Rosslyn.
Situado na área central escocesa, este lugar místico foi tema de
muitos rumores e lendas sobre ter contido muitos dos segredos e
tesouros dos Templários durante séculos
Os atuais Templários pertencem a um grupo cauteloso e fechado, que,
após a amarga experiência de princípios do século 14º, costumam
manter-se herméticos a estranhos.
São pessoas que dão muita importância à investigação e pesquisa.
A presença feminina era na antigüidade, permitida desde que em
funções não combatente e mesmo assim, após adotar o hábito de
freira.
O autor afirma que existe atualmente, muita pressão para a
aceitação de mulheres na Ordem.
Eu gostaria neste momento de interromper o texto
para comentar que atualmente, estão pipocando dezenas de Grupos que
se denominam descendentes dos Templários de Origem. É preciso ter-se
muito cuidado e muito bom senso na análise de tais grupos.
Quase todos os Templários são obcecados pelo conhecimento; sendo
este, considerado como primário para o desenvolvimento da habilidade
de pesquisa.
Eles normalmente têm conceitos profissionais altamente educados.
Cultivam o desenvolvimento intelectual, bem como o burocrático,
investigativo, lingüístico, legislativo e habilidades financeiras.
Possuem também, fortes contatos, Influência e recursos.
Princípio Histórico:
Os Cavaleiros Templários, tiveram sua origem em um
pequeno grupo de cavaleiros cruzados, cuja tarefa original era a de
manter as estradas da Terra Santa seguras, protegendo os peregrinos
contra os ataques dos muçulmanos ou bandidos.
Formado aproximadamente em 1.115 por Hugo de Payens ou Borgonha e mais
oito cavaleiros, conquistaram rapidamente a simpatia do Rei Baldwin II
de Jerusalém, que lhes concedeu o direito de usar parte do antigo
Templo de Salomão como sendo sua sede.
Em 1.118, o pequeno grupo, jurou ante ao Patriarca de Jerusalém que
eles manteriam os votos monásticos de pobreza, obediência e
castidade enquanto protegeriam a rota dos peregrinos entre Jerusalém,
Jerico e o Jordão.
O número de cavaleiros cresceu rapidamente, pois, o conceito de um
grupo devoto de guerreiros que faziam o trabalho de Deus na Terra
Santa angariou grande popularidade.
Com este aumento de seu efetivo, Hugo resolveu interagir junto ao Papa
para que seus cavaleiros fossem reconhecidos como uma ordem monástica
oficial, com regras específicas para o papel de combatente do
Cristianismo. Em 1.124 Hugo viajou para a Europa para conseguir apoio
para o seu novo grupo de guerreiros - monges. O Papa convocou um
Concílio da Igreja Católica em Troyes, e S. Bernardo de Clairvaux
auxiliou na aprovação da Ordem, além de ser o responsável pela
elaboração de suas Regras. Com a aprovação do Papa e de S.
Bernardo que já gozava na época de grande reputação, a Ordem
ganhou muitas adesões de novos cavaleiros.
Em 1.130, Hugo já possuía 300 novos membros. A nova Ordem foi
conduzida por um Mestra Principal (Grão Mestre), pelo Seneschal,
Marechal, Chefe e Preceptor (mestre de províncias).
Cada província foi dividida em várias preceptorias, cada uma com seu
próprio capitão de cavaleiros e um lugar-tenente.
Os Templários permitiram o ingresso na Ordem de
membros subordinados na categoria de sargentos (não pertenciam à
nobreza), bem como cavaleiros que só serviam em um curto espaço de
tempo; foi permitido o casamento, desde que, em caso de morte, todos
os bens do casal fossem transferidos para a Ordem.
A Ordem começou a receber também, presentes em forma de terras e
dinheiro. Na plenitude de seu poder, a Ordem possuiu mais de 9.000
títulos e solares (pequenos castelos) ao longo da Europa e da Terra
Santa.
Segundo os historiadores, foi esta vasta riqueza que causou a queda da
Ordem, pois causou a inveja e a cobiça do Rei Felipe "O
Belo" da França.
Por volta de 1.177, cerca de 80 Templários conduzindo outros 300
cavaleiros, conduziram um ataque de cavalaria que culminou por vencer
Saladino que chefiava um exército muito maior. Os muçulmanos foram
derrotados, o que aumentou o prestígio da Ordem. Infelizmente, as
glórias de vitórias como esta, eram estragadas através de várias
derrotas estúpidas.
Em 1.187, o Mestre Principal da Ordem, Gerard Ridefort conduziu uma
força de 90 Templários e 40 outros cavaleiros, contra 7.000 homens
da cavalaria muçulmana. Só ele e dois outros Templários escaparam
com vida. Mas eles demonstraram com isso, a determinação templária
de lutar até o amargo fim.
Em 1.243, com a perda de Jerusalém para os muçulmanos, só 36
Templários sobreviveram (de um total de 300 sobreviventes).
Em 1.250, 200 Templários morreram nas ruas de Mansurah depois que o
Grão Mestre deles tinha adverti-los de uma iminente emboscada.
Por ocasião da derrota final da Cristandade na Terra Santa - o outono
de Acre - os cavaleiros foram forçados a buscar refúgio no
"chapterhouse" deles, cujas paredes, com o ataque
muçulmano, já estavam sofrendo severos danos. Enquanto negociavam um
tratado de rendição, os muçulmanos começaram a sacrificar civis
que estavam abrigados dentro dos limites da Ordem. Obedecendo aos
votos que haviam feito quando da entrada na Ordem, os Templários
restantes correram em defesa deles/delas. Enquanto isso, o oficial que
negociava o tal tratado, foi covardemente decapitado. Depois de outra
semana de lutas, os Templários restantes, morreram junto com 2.000
atacantes muçulmanos quando o edifício da Ordem desmoronou sobre
eles no último ataque.
Até que a Ordem fosse dissolvida em 1291, os Templários também
foram pressionados a envolverem-se em uma nova cruzada, que culminaram
em mais fracassos. Segundo o autor, a Ordem nesta ocasião, já tinha
sido reduzida a um grupo de banqueiros.
Conforme já mencionamos, o Rei Felipe VI " O Belo "
organizou a queda da Ordem.
O autor conta-nos que foram "plantados" espiões entre os
graus, com um plano cuidadosamente organizado de acusar a Ordem de
heresia, que seria o único motivo plausível para a sua dissolução
e principalmente, confisco de seus bens.
Em 1305, um destes espiões, o renegado Templário Esquiu Floyrian,
foi amplamente utilizado por Felipe para o ataque à Ordem na França.
Ataques semelhantes estavam montados na Inglaterra e Espanha, mas as
acusações caíram no ridículo. Seguiram-se vários anos de disputas
legais, durante os quais, o Grão Mestre Jacques de Molay colocou sua
fé na suposta invulnerabilidade da Ordem contra a autoridade da
nobreza e confiou em proteção papal; porém, os ataques foram feitos
individualmente contra os membros da Ordem, o que os tornou
vulneráveis às torturas.
Em 1312, foi dissolvida a Ordem.
Capítulo 2 - Os Hospitalários
Nome completo: Cavaleiros Hospitalários de S João, Jerusalém,
Rhodes e Malta
Formada depois da Primeira Cruzada, A Ordem dos Hospitalários
dedicou-se originalmente à medicina, curando e provendo o repouso
para os peregrinos.
Devido às contínuas invasões muçulmanas, os Hospitalários
adotaram a filosofia guerreira dos Templários e rapidamente
dedicaram-se à defesa Militar da Cristandade.
Porém, os Cavaleiros Hospitalários nunca esqueceram suas origens e
sempre mantiveram hospitais para cuidar dos doentes e feridos. Os
Cavaleiros de São João têm uma filosofia de cura, e todos são
treinados em medicina .
Os Hospitalários foram a única Ordem a sobreviver incólumes aos
turbulentos séculos (ainda hoje a Ordem Hospitalária é atuante, com
Sede na Ilha de Malta, no Mediterrâneo) em que atuaram.
Durante os últimos séculos, eles agiram freqüentemente em auxílio
ao braço da espionagem do Vaticano.
A maioria das pessoas os vêm como dedicados à obras beneficentes,
especialmente em auxílio pelo mundo inteiro em serviços de ajuda a
desastres.
Os membros desta Ordem, aparecem em público, normalmente, muito bem
vestidos.
Como a maioria dos médicos, eles acreditam em padrões altos de
limpeza e higiene. Seu uniforme cerimonial é negro com uma cruz
branca (a Cruz maltesa).
Ocasionalmente, os guerreiros monges mais antigos, usam batas
vermelhas com a Cruz maltesa branca.
Desde que foram expulsos de sua sede na Ilha de Malta em 1.700, por
Napoleão, os Hospitalários tiveram que contentar-se com uma
propriedade pequena perto do Vaticano em Roma. Porém, foi permitido
recentemente aos cavaleiros, reaverem seu castelo de Valletta;
entretanto, o maltês já não os aceita como senhores.
Os membros desta Ordem são geralmente escolhidos entre os médicos,
homens de ciência ou com tendências ao sacerdócio. Conforme
comentamos acima, um braço dos Hospitalários foi fortemente
envolvido na espionagem do Vaticano, durante séculos. O autor levanta
a suspeita de que ainda hajam membros da Ordem dedicados à esta
tarefa. Esta é a Ordem mais tradicional (do ponto de vista de
submissão ao Papa) e coloca grande ênfase em religião e cerimônias
religiosas. Como resultado, só são permitidas para as mulheres
servir dentro da Ordem de uma maneira não combatente. O
Hospitalários têm um forte sensos de justiça. Eles não auxiliarão
nenhuma pessoa ou criatura que eles pensam que são más e isto os
põe freqüentemente em conflito os com o Templários e Teutônicos.
Princípios Históricos:
Os Cavaleiros Hospitalários, pertencem à uma Ordem cuja poderosa
cuja documentação os torna oficiais e legais até os dias de hoje.
Seus tradicionais rivais foram os Cavaleiros Templários.Sua estrutura
básica é bastante parecida com a dos templários porém com um maior
enfoque em saúde e medicina.
A Ordem de São John originou-se com um hospital dedicado a São João
em Jerusalém, aproximadamente em 1.070, 30 anos antes da Primeira
Cruzada, por um grupo de comerciantes italianos que queriam cuidar dos
peregrinos.
Foi constituída como uma Ordem aproximadamente em 1.100, logo após a
Primeira Cruzada, quando assumiu seu primeiro Grão Mestre Principal
(que o autor não cita o nome).
O Hospitalários seguiram assim aos Templários mas com enfoque para o
trabalho médico.
Por volta de 1.126, porém, aproximadamente oito anos depois dos
Templários apareceram publicamente, os Cavaleiros de São John tinham
começado a assumir um caráter crescentemente militar que ficaria,
com o tempo, mais proeminente que o próprio serviço de hospital,
para o qual tinham sido instituídos.
O autor cita aqui que em sua opinião, os Hospitalários podem ter
sido obrigados a adotar o braço combatente, porque os Templários
não estavam fazendo o trabalho a eles destinado, dedicando-se a
percorrer a Terra Santa em busca de relíquias Santas, em vez de
proteger os peregrinos.
Os Hospitalários, junto com os Templários e Teutônicos, tornaram-se
o exército principal e poder financeiro na Terra Santa. Este poder
expandiu-se ao longo do Mediterrâneo.
Como os Templários, eles ficaram imensamente ricos. A Ordem
desenvolveu-se em um exército vasto, organização eclesiástica e
administrativa com centenas de cavaleiros, um exército parado,
numerosos serviços secundários, uma cadeia de fortalezas e
propriedades enormes de terra pelo mundo Cristão.
A Ordem permaneceu verdadeira a suas origens e mantém até os dias
atuais, hospitais atendidos por seus próprios providos cirurgiões e
demais funcionários.
Em 1.307, quando os Templários foram acusados de uma série de
ofensas contra a ortodoxia católica, o Hospitalários conseguiram
ficar imunes de qualquer estigma. Eles retiveram o favor do papado. Na
Inglaterra e em outros lugares, ex-propriedades dos Templários foram
entregadas para eles - impulsionando ainda mais suas riquezas. Depois
de 1.291, os Cavaleiros de São João retiraram-se para Chipre.
Em 1.309 eles estabeleceram sua sede na Ilha de Rhodes que governaram
como o principado privado. Eles ali permaneceram durante dois séculos
e resistiram a dois ataques dos Turcos.
Em 1.522, um terceiro ataque os forçou a abandonar a ilha e em 1.530
eles novamente estabeleceram-se em Malta.
Em 1.565, Malta foi sitiada pelos Turcos em uma tentativa ambiciosa
para conquistar o Mediterrâneo.
Em uma defesa épica, 541 Cavaleiros Hospitalários e sargentos junto
com 1.500 soldados a pé e mercenários repeliram os repetidos
ataques, de 30,000 inimigos.
A derrota histórica infligida aos Turcos, destruiu seus planos de
invasão.Seis anos depois, em 1.571, a Frota da Ordem, junto com
navios de guerra da Áustria, Itália e Espanha, ganharam uma decisiva
batalha naval de Lepanto e quebraram o poder marítimo turco. A frota
dos Hospitalários foi premiada com créditos pelos afundamentos.
No 16º século eles eram ainda um exército
supremo com poderes navais consideráveis no mundo Cristão, contando
com força e recursos financeiros comparável à maioria das nações.
Mas a reforma protestante tinha começado a quebrar a força da Europa
Católica, e a própria Ordem viu-se fendida com novas convicções.
A Europa passou para uma idade nova de tolerância religiosa e
mercantilismo.
O Cavaleiros ainda estavam em Malta em 1.798, entretanto a Ordem havia
transformado-se em apenas uma sombra do que eles eram. A Freemasonry
tinha corroído as suas submissões católicas e quando Napoleão
invadiu a ilha a caminho do Egito, os cavaleiros não ofereceram
nenhuma resistência.
Quando Horatio Nelson recapturou as ilhas, os cavaleiros puderam ali
restabelecer uma presença não oficial.
Em 1.834, uma base oficial era estabelecida em Roma.
Uma vez mais dedicados ao hospital e ao trabalho junto à saúde, os
cavaleiros mantêm sua fortaleza em Mala mas, não têm nenhum poder
de governo. De maneira muito interessante, foi considerado seriamente
a possibilidade de entregar Israel para os Hospitalários depois de
Segunda Guerra Mundial.
Do ponto de vista de direitos internacionais, os Cavaleiros de Malta
são encarados como um principado soberano independente, com a opção
de um assento nas Nações Unidas (o qual eles nunca ocuparam).
Podem ser identificadas embaixadas na África e países americanos
latinos com plenos privilégios diplomáticos.
Capítulo 3 - Os Teutônicos
Nome completo: A Ordem Sagrada dos Cavaleiros Teutônicos .
A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi fundada em
1.190 por Cruzados alemães na Palestina e foi reconhecida pelo Papa
em 1.199. Instituída depois dos Cavaleiros Templários, e dos
Hospitalários, restringiu a admissão à Ordem, apenas aos membros da
nobreza alemã.
A nova Ordem, constituiu-se no principal grupo militar alemão.
Em 1.229 os Cavaleiros Teutônicos começaram uma cruzada para
converter e pacificar os eslavos pagãos da Prússia. Eles esmagaram
os eslavos nativos e adotaram para si próprios, um estado de
semideuses.
A forma impiedosa de combater o inimigo, rendeu aos Teutônicos, a
reputação de guerreiros malignos.
Os Cavaleiros Teutônicos tornaram-se cínicos, e acreditavam que a
eliminação total do inimigo era o único meio de erradicar
rapidamente o mal.
Para atingir seus objetivos, seu treinamento militar era supremo.
Os membros desta Ordem são normalmente fortes e refletem seu
treinamento militar.
Vestidos para batalha, são iguais a todos os demais cavaleiros; em
alguns casos um Teutônico pode ter alguns suplementos opcionais
alinhavados em seu vestuário entretanto, normalmente, suas batas são
brancas e adornadas com uma cruz preta simples.
Após as batalhas da Idade Média, durante vários séculos, um
pequeno grupo dos Teutônicos serviu em Viena como uma pequena chama
que mantinha viva Ordem; porém, agora que a Ordem dos Cavaleiros
Teutônicos foi restabelecida, eles readquiriram sua antiga sede no
Castelo de Marienburg.
Os membros da Ordem são encarados pela população em geral, como
pessoas normais que pertencem à uma Ordem semi clerical, dedicada ao
trabalho de caridade; mas, segundo o autor, os membros da Ordem têm
força para dobrar barras de ferro, o que as afasta da média da
população.
Os Cavaleiros Teutônicos escolhem os seus sócios cuidadosamente,
geralmente provenientes de polícias especiais ou forças armadas de
vários pontos ao redor do mundo. A maioria do Cavaleiros Teutônicos
vêm destes exércitos ou equipes de força policial.
Os cavaleiros são muito reservados e raramente revelam sua identidade
em público.
Esta é a única Ordem que obriga os seus membros às antigas regras
de não manter contatos familiares.
Os fundos financeiros deles são quase impossíveis de serem
localizados, seus detalhes pessoais são protegidos até mesmo de
Teutônicos da mesma categoria e suas habilidades de luta são
cuidadosamente desenvolvidas.
Para pertencer à Ordem é necessário possuir muito bons atributos
físicos e ser um excelente lutador. Sua fama é a de possuírem um
temperamento agressivo, e freqüentemente estão ansiosos para entrar
em uma briga.
Este tipo de atitude é interpretado freqüentemente pelos
Hospitalários e Templários como puro instinto animal. As outras
Ordens não apreciam o ódio e a preocupação com que o Teutônicos
agem com os inimigos.
Os Teutônicos normalmente ficam frustrados com estratégias a longo
prazo. Eles gastam a maior parte de suas vidas treinando para lutar e
querem pôr todo o treinamento em prática rapidamente.
Eles tendem a serem difíceis de se dar bem socialmente. Eles repugnam
o artifício ou as táticas sutis e acreditam na confrontação
frente-a-frente como melhor tática de aproximação. Isto os conduziu
freqüentemente, em desentendimentos com os Hospitalários e
Templários.
Às vezes os Teutônicos quando fora da Ordem, ignoram as instruções
de seus próprios oficiais, se julgarem que a mesma é imprópria ou
incorreta.
Princípios Históricos:
Os Cavaleiros Teutônicos são um exército e Ordem religiosa alemã,
baseada nos Hospitalários e Templários.
É a mais jovem das três Ordens militares, foram fundados em 1.190
como uma unidade de auxilio, por Comerciantes alemães preocupados com
os compatriotas sujeitos às doenças .
Os membros do grupo estabeleceram-se entre os integrantes do exército
Cristão acampado fora do Acre.
Pouco depois, foi-lhes concedido terras para construir um hospital, e
também um estado Monástico. Os Teutônicos foram então,
surpreendidos com a instrução pelo Papa Innocent III, para se
tornarem uma Ordem Militar. O braço militar era baseado no modelo dos
Cavaleiros Templários e o hospital nos Cavaleiros Hospitalários.
A Ordem dos Teutônicos não restringiu então, aos seus membros, a
exigência de pertencer à nobreza alemã. Os únicos limites eram ser
um homem livre e não estar casado.
A Ordem geralmente usava um hábito branco com uma cruz preta.
Cada um dos 12 Capítulos da Ordem, havia um líder conhecido como
Komtur, significando o oficial de diligências. Quando um Grão Mestre
morria, todos os Komturs reuniam-se para eleger 13 membros que, em
troca, elegeria um novo Grão Mestre.Os outros oficiais do comando
(Grosskomtur), eram: o Ordensmarshall, o Tressler (o tesoureiro), o
Spittler (Hospitalários) e o Trapier (chefe de quartel). A Ordem
nunca se distinguiu na Terra Santa. Não lutou nenhuma batalha famosa,
nem desfrutou inicialmente a riqueza de apoio dada às outras Ordens.
È parcialmente por causa desta falta de apoio que permaneceu um
movimento puramente germânico; fato este que logo direcionou seus
interesses para a própria Pátria. Em 1.216 a ordem perdeu a maioria
de seus cavaleiros e seu Grão Mestre em ação na defesa da Terra
Santa. A Ordem ficou em Acre até a queda do reino em finais do 13º
século, quando os Teutônicos aumentaram gradativamente sua força
nos Bálcãs.
A Ordem ajudou o Rei Andrew da Hungria nos meados de 1.210 a desalojar
os Kumans que estavam invadindo a Transilvânia. Outro que pediu ajuda
à Ordem foi o Duque polaco Conrad de Masovia, que pediu para a Ordem
proteção contra os pagãos que invadiam suas terras. A Ordem era
inumana em sua briga contra as tribos pagãs, até mesmo com pequenos
contingentes de cavalaria eram praticamente invencíveis em face a
qualquer inimigo. Os Teutônicos não tinham misericórdia.Qualquer
homem, mulher ou criança conquistado tinha que se converter ou seriam
executados.Os nativos tornaram-se servos da Ordem, controlados de uma
série de fortalezas poderosas. Os domínio teutônicos estenderam-se
pelos Bálcãs da Polônia, pela Lituânia e Suécia.
Nos 100 anos seguintes eles estenderam seu domínio ao longo do
Báltico do Golfo da Finlândia para as margens do Pomeranian. Os
Teutônicos colonizaram a terra com alemães e estabeleceram um
governo central forte com sede em Marienburg, Prússia.
Rebeliões nos anos 1.260 forçaram a Ordem em seus limites. Depois
que vários castelos balcânicos e Acre caíram em finais do 13º
século, os cavaleiros migraram a sede deles para Veneza. O
território perdido nos Bálcãs foi logo recapturado. Os Cavaleiros
Teutônicos governaram a nova terra deles eficazmente. A maioria dos
colonos achou estranho ter que responder a assuntos financeiros a
monges que não foram autorizados a possuir qualquer coisa, mas isto
limitou a corrupção e permitiu que os negócios fossem operados com
eficácia.
Durante princípios de 1.300, a Inquisição atacou os Templários e
Teutônicos com as acusações de crueldade e bruxaria; entretanto o
teatro de operações dos Teutônicos (Prússia e a Costa do
Báltico), colocou-os em segurança, além do alcance de qualquer
autoridade que poderia agir contra eles.
As regras dos Teutônicos não era fácil. No 14º século aconteceram
uma série de batalhas contínuas contra os lituanos; até 80
expedições ao todo com até sete em um ano. Os Teutônicos
alcançaram o cume de seu poder e reputação durante este período,
aparecendo então, algumas das melhores mentes militares da era.
Derrotado pelos polacos e lituanos na Batalha de Tannenberg em 1.410,
os Cavaleiros Teutônicos foram forçados em 1.466, a ceder a Prússia
Ocidental e Pomerelia para a Polônia e mover sua sede para Konigsberg
na Prússia Oriental. Em 1.525 o Grão Mestre da Ordem, Albert de
Brandenburg, converteu-se ao Luteranismo .
A imagem teutônica, como também parte da própria Ordem, foi
seqüestrada pelos Nazistas na Segunda Guerra Mundial.
A Cruzada Eslava da Ordem foi sustentada como um exemplo de
superioridade alemã e foi usada como uma desculpa para outro ataque
à Rússia.
Muitos membros da SS auto nomearam-se como Cavaleiros da Ordem
Militar.
A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos ainda existe na Áustria como uma
organização semi-clerical, dedicada ao trabalho de caridade.
Capítulo 4 - Os Lugares Santos
4.1 -- VALLETA, MALTA (Hospitalários)
Entre suas características originais, possui uma série de albergues
(pousadas), representando áreas da Europa, tais como Aragão,
França, Alemanha, Provence, Castilha, Itália e Inglaterra.
Na costa norte da ilha está a baía onde S. Paulo naufragou em sua
tentativa de chegar em Roma.
A presença dos Cavaleiros permanece, com várias estruturas e
fortificações que comemoram locais com significado religioso; mas
mais proeminente é a do castelo do mar de Sant'Angelo, o forte de St
Elmo e o subúrbio cercado de Vittoriosa, abrangendo dois
promontórios que proveram um porto natural facilmente defendido.
Todos estes pontos são parte do que tornou-se a cidade de Valleta. A
cidade foi nomeada em homenagem ao Grão Mestre Jean de la Valette,
veterano do ataque de Rhodes sendo considerado como o defensor
próspero de Malta contra os Turcos otomanos. No centro das
fortificações construídas para defender o Porto Principal está a
Catedral de São João, construída pelos Cavaleiros Hospitalários
como centro da adoração, em 1.578. O exterior da Catedral é
austero, mas dentro dela é surpreendentemente extravagante. No chão
de um quarto estão 375 tabletes (lajotas) de mármore, cada uma
ricamente decorada e registrando as ações da Ordem. Este quarto é
conhecido como o mausoléu de cavalheirismo.
O grande hospital - contendo um dos quartos maiores em toda a Europa -
é o ponto alto da construção médica Hospitalária.O pupilo
principal mede 185 pés de comprimento por 35 pés de largura, com 31
pés de altura (pé direito). Construído por volta de 1.570, está
atualmente desativado. Foram observados padrões rígidos de limpeza e
higiene, pelos Hospitalários, que cuidaram dos pacientes usando
utensílios de prata para assegurar higiene, além de contarem com um
corpo de cirurgiões da Ordem, considerados como os melhores e mais
bem treinados de toda a Europa. A cidade foi tomada por Napoleão
Bonaparte em 1.798 sem resistência.
Reduzidos a algumas propriedades de terra e um edifício em Roma, os
Hospitalários buscaram consolo nas origens de sua Ordem e devolveram
suas Regras. Com o tempo, com o reaparecimento de seu poder e
prestígio, foi devolvida sua propriedade dentro de Valleta.
4.2 - CASTELO de MARIENBURG, POLÔNIA (Teutônicos)
A sede dos Cavaleiros Teutônicos na Prússia Oriental (agora
Polônia), castelo de Marienburg foi construído originalmente em
1.276 pelo Grão Mestre von Winrich Kniprode como uma fortaleza
funcional e sua importância foi estratégica para o comando e sede
dos Teutônicos por volta de 1.309.
Como os Cavaleiros ampliaram seus territórios e trouxeram paz para a
área, o castelo tornou-se um magnífico hotel para os nobres
visitantes e Cavaleiros que quiseram tomar parte nas campanhas da
Ordem.
Reformado completamente durante o 19º século, foi bombardeando pelos
Aliados que o reduziram a ruínas durante Segunda Guerra Mundial.
O Governo polonês devolveu o castelo aos Teutônicos como meio de
restabelecer a tradição e manter o local histórico.
4.3 - CAPELA de ROSSLYN, ESCÓCIA (Templários)
Três milhas sul de Edinburgh e sete milhas da antiga sede dos
Templários, na Escócia, em Balantrodoch, está a aldeia chamada
Rosslyn.
Empoleirado na extremidade de um desfiladeiro sobre a cidade
encontramos a Capela de Rosslyn - gotejando tão pesadamente com
esculturas góticas, nórdicas e Célticas que parece ser parte de
algo maior.
Esta era a intenção.
Pretendia-se originalmente que Capela de Rosslyn fosse a Capela da
Senhora, parte de uma estrutura maior que pretendeu ser a maior
Catedral na Europa.
A falta de capital e a necessidade de atenção em outro lugar (?)
impediu a obra de ser completada.
O interior da capela que teve suas fundações iniciadas em 1.446,
contém muitas imagens esculpidas além de padrões geométricos e
símbolos que são muito populares entre os Freemasons.
Vicente Pereira Soares Neto M.'.M.'.
Santos, 02 de outubro de 1.997