Sinopse - Síntese                                           

     Do livro "O Rito Moderno: a Liberdade Revelada" 
 Editora A Trolha - 1a. edição: 1991 - 2a. edição: 1997
José Castellani



SIGNIFICADO DA POSIÇÃO DO ESQUADRO E DO COMPASSO
                          NO RITO MODERNO


O Rito Moderno - A Verdade Revelada

    Dependendo do grau em que a Loja esteja trabalhando, varia a posição do esquadro e do compasso sobre o Livro da Lei: no grau de Aprendiz Maçom, o esquadro é colocado sobre o compasso, com seus ramos ocultando as hastes deste; no de Companheiro, eles os instrumentos estão entrecruzados, com um dos ramos do esquadro ocultando uma haste do compasso, enquanto a outra haste deste cobre o outro ramo daquele; no de Mestre, o compasso é colocado sobre o esquadro, com suas hastes ocultando os ramos deste.    

Nos ritos místicos, esotericamente, o compasso representa o espírito e o esquadro simboliza a matéria.
Assim, no Aprendiz, ainda imperfeito, a materialidade suplanta a espiritualidade; no Companheiro, há um equilíbrio entre a espiritualidade e a materialidade; e, finalmente, no Mestre, há o triunfo do espírito sobre a matéria.    
No racional Rito Moderno, todavia, a interpretação é outra: no grau de Aprendiz, as hastes do compasso, presas sob o esquadro, representam a mente, ainda subjugada pelos preconceitos e pelas convenções sociais, sem a necessária liberdade para pesquisar e procurar a Verdade; no grau de Companheiro, onde é libertada uma das hastes, há a demonstração de que o maçom já tem uma certa liberdade de raciocínio  e está no caminho da Verdade; no grau de Mestre, as hastes do compasso --- que é o símbolo do conhecimento --- livres, mostram que o Mestre é aquele que tem a mente totalmente livre, para se dedicar ao trabalho de construção  do edifício moral e intelectual da humanidade.    

Para os ritos teístas, a verdade, simbolizada pelas hastes livres do compasso, é a Verdade Divina, o atributo da mais alta espiritualidade, só reconhecido na divindade, enquanto a verdade simbolizada pelas hastes presas do compasso é a Verdade humana, demonstrada como imperfeita, rústica, instável e subjugada pelos preconceitos. Para o Rito Moderno, a verdade contida nas hastes do compasso é a Verdade sempre renovada da evolução científica, do raciocínio livre e do espírito crítico, que dá, ao Homem, a liberdade de escolher os seus padrões morais e espirituais, sem o paternalismo que lhe mostre uma verdade estática e imutável, transformada em transcendental e, por isso mesmo, enigmática e inacessível .

Afinal, o que é a Verdade? Ninguém, até hoje, respondeu a essa pergunta. Se a verdade do homem é, ainda, uma incógnita, como se pode estabelecer o teor da verdade divina, se Deus, segundo todas as teologias, é o Infinito Incognoscível ?    

Mostra ainda, o Rito Moderno, que ele não elimina o conceito de divindade, mas também não o impõe.
Ele apenas respeita a liberdade de consciência do Homem e o seu raciocínio crítico, rejeitando os paradigmas impostos por homens falíveis, que, em nome de suas crenças místicas, pretendem se arvorar em arautos e intérpretes da Vontade e da Verdade de Deus.

                          
Do livro "O Rito Moderno: a Liberdade Revelada" 
                               Editora A Trolha - 1a. edição: 1991 - 2a. edição: 1997


Sinopse da obra:

Feito no sistema de perguntas mais comuns a respeito do rito e de respostas com base na doutrina modernista , a obra abrange quatro grandes capítulos:  

História da Maçonaria e do Rito Moderno
Filosofia e Doutrina do Rito
Simbologia  , e
Decoração do Templo Liturgia e Ritualística


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